sexta-feira, 19 de março de 2010

VENDO OS CAMINHOS DA VIDA



"Tu me farás ver os caminhos da vida....". Salmo 16:11
Salmo 16:1-11


  Todos os dias fazemos escolhas que nos remetem a uma vida agradável ou desagradável. Às vezes ficamos a nos perguntar se tomamos a decisão acertadamente! Isso nos faz considerar as Escrituras que nos informam que Deus nos fará ver os caminhos da vida. Aprendemos do Salmo 16 três importantes lições quando vemos os caminhos da vida.
Aprendemos que só é possível decifrar os caminhos da vida através do relacionamento pessoal com o Senhor. Ser cristão não é simplesmente ter um conjunto de regras ou rituais a serem seguidos. É ter intimidade com Deus! Conhecer pessoalmente a Deus, não só de ouvir falar, está claramente estabelecido veja Jô 17.3 que nos afirma que a vida eterna é conhecer a Deus.
Aprendemos que nos caminhos da vida temos uma oportunidade para confiar em Deus. Enfrentar as duras realidades que nos deparam todos os dias com maturidade, sem queixas ou lamentação tem sido um grande desafio. Qualquer circunstância adversa deveria despertar nossa consciência de que Deus está sempre ao lado para nos ajudar. Confiar em Deus é imprescindível!
Aprendemos a desfrutar da alegria interior. Deus nos dá orientação, estabilidade. Ficamos satisfeitos com as alegrias provocadas pela visão da sua face. Adoramos a Deus na sala do trono, pelo novo e vivo caminho, que Ele nos consagrou pelo véu. Alegria não é a soma de vitórias, não é apenas um sentimento, não é profunda se provocada pelo exterior, pelas circunstâncias. Alegria é a consciência que Deus está no controle, que nossa vida está em suas mãos, que nada pode frustrar os planos de Deus.
Não precisamos viver ao sabor do vento, vivendo uma vida que parece sem sentido, sem propósito. Podemos encontrar plena realização ao nos submeter a Deus que nos fará ver os caminhos da vida.


Rev. Márcio de Souza Lima.

sábado, 13 de março de 2010

Mortificaçao!


"... Se pelo Espírito mortificardes os feitos do corpo, certamente vivereis." Romanos 8.13.

O alvo de Deus para nossa vida prática e diária é a santidade. Esta santidade só é possível quando "mortificamos" os feitos do corpo. As Escrituras estão cheias destas assertivas, tais como: "... nada disponhais para a carne, no tocante às suas concupiscências" (Rm 13.14). E, ainda: "Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena" (Cl 3.5).
A mortificação não significa que devemos mutilar nosso corpo, ou membros, pois não temos aquela visão dualista que afirma que a matéria é essencialmente má, e o espírito bom. Antes, dizemos que é necessário rejeitar as práticas do pecado com tal resolução que ou morremos para elas ou as condenamos à morte.
Certamente, mortificamos os feitos do corpo quando aprendemos que não devemos nutrir a carne, ou fazer provisão para as obras da carne. Isso significa que devemos evitar tudo que elicie qualquer prática da carne contrária à vontade de Deus. Junto com esta idéia é necessário restringir a carne, reagindo a cada sugestão. Em outras palavras nossa vida deve ser moldada pela vigilância e oração.
Irmãos, só é possível se entendermos que Cristo morreu para nos santificar (Gl 1.4). Daí, motivados por uma gratidão, reduzimos nosso corpo a uma escravidão. Há uma necessidade absoluta do Espírito Santo, a Bíblia diz: "... se pelo Espírito mortificardes..." (Rm 8.13). Devemos ser cheios do Espírito, guiados pelo Espírito.
Queridos, vivamos pelo Espírito de Deus.
Que Deus nos abênçõe!


Rev. Márcio de Souza Lima.

sexta-feira, 5 de março de 2010

CONHECER A VONTADE DE DEUS

"... para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." Rm 12.2.


Tem sido um desafio para nossas vidas descobrir qual é a vontade de Deus. Aplicamos vários testes e mesmo assim saímos com a dúvida se realmente fizemos a vontade de Deus. Essa dúvida nos arrasta e caracteriza um conflito interno, pois ficamos desconfiados que em última análise nossa atitude agradou a nós mesmos e não ao Deus vivo e verdadeiro.


O apóstolo Paulo na carta aos Romanos escreve sobre: "... experimentar a... vontade de Deus." Rm 12.2. Isto já nos leva a ter a certeza que fazer a vontade de Deus é perfeitamente possível, como também é essencial para um viver piedoso, que o cristão deveria fazer como Cristo, que diz: "... a minha comida consiste e fazer a vontade d'Aquele que me enviou...".


Um teste comum, mas que é enganoso, é tomar uma decisão mediante o sentimento de paz, racionalizamos e dizemos que o "... o reino de Deus é,... paz, e alegria no Espírito Santo." Rm 14.17. Só que não levamos em conta que o coração é "... desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?" Jr 17.9.


Portanto o teste para validar uma decisão como vontade de Deus não pode ser subjetivo e nem se apoiar no sentimento. No entendimento do apóstolo Paulo isto tem haver com "... não se conformar com este século..." Rm 12.2. Isto quer dizer que não devemos seguir ou moldar nosso comportamento pela ideologia ou maneira de pensar da sociedade. A única alternativa é moldar nosso comportamento pela vontade de Deus, que é revelada, ou seja, nas Escrituras Sagradas. Exclusivamente pela Escritura conheceremos a vontade de Deus, aplicando princípios às diversas situações.


Que Deus nos abênçõe

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

FORTALECE AS MINHAS MÃOS.

"... Agora, pois, ó Deus, fortalece as minhas mãos." Neemias 6.9.


Esta é uma pequena oração que Neemias faz, no entanto é aquela apropriada para o momento em que estava atravessando. A obra já havia sido iniciada, os muros já tinham sido levantados e começaram a surgir situações para desencorajar a continuidade da obra, eram inimigos que zombavam que alugavam falsos profetas, que criticavam, que distorciam os fatos no intento de prejudicar as ações.


Neemias encontrou uma saída. Orar era o único remédio. Ele ora ao Senhor pedindo: "... Agora, pois, ó Deus, fortalece as minhas mãos." (Ne 6.9). Esta é a segunda vez que aparece este conceito de fortalecimento. A primeira ocorrência se deu quando fizeram pacto para reconstruírem Jerusalém, os muros e o templo (Ne 2.18). Percebe-se que para realizar qualquer coisa é necessário fortalecimento, não podemos iniciar a obra já derrotados, enfraquecidos pelas circunstâncias adversas, desmotivados e fracos.


Toda boa obra enfrentará oposição, muitos inimigos surgirão no caminho, críticas ferozes que disfarçadas em preocupação nos ferem, nos atemorizam, semeando dúvida, discórdia, tudo isto para que larguemos a obra.


Nesta hora muitas coisas passam na nossa mente, desejo de abandonar tudo, e nunca mais assumir qualquer compromisso, cruzar os braços e deixar como está. Mas, irmãos é hora de não olhar atrás, mas sim de olhar para cima, para o céu, para o Senhor que reina, que dirige, que intervém. É hora de nos submeter a Deus, orando, clamando, esperando na sua graça e misericórdia, e o Senhor fortalecerá nossas mãos, nos ajudará a enfrentar as críticas, as oposições, os inimigos, o desânimo, a fraqueza. Deus faz forte ao cansado e multiplica as forças daquele que não tem nenhum vigor (Is 40. 28-31). O segredo para o sucesso é oração, derramar o coração diante do trono de graça, para que na ocasião oportuna Deus nos envie livramento, nos socorra. Não abandone a obra, deixe a indisposição em assumir compromisso de lado, venha realizar toda boa obra, pois Deus fortalecerá nossas mãos.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O CRENTE – UMA REFERÊNCIA PARA A SOCIEDADE


"... vos tornastes o modelo para todos os crentes na Macedônia e Acaia" I Tessalonicenses 1. 6, 7

Vivemos um tempo de ausência de referência! Um ponto de equilíbrio. Um exemplo de vida. Um modelo. A igreja está inserida neste contexto e sua tarefa, portanto, como sal da terra e luz do mundo, deve ser de assumir um compromisso inadiável de sinalizar Cristo para a sociedade. Tendo isto em vista o crente é uma referência para a sociedade.
O apóstolo Paulo escrevendo a igreja de Tessalônica revela que aqueles crentes, por causa da sua conduta, se tornaram modelos para todos em duas regiões: Macedônia e Acaia. Olhemos mais de perto este texto para pontuar alguns princípios de vida.

Imitar a Jesus! Não se trata aqui de fazer uma paródia, um insulto, uma piada. Adotar as atitudes, pensamentos e comportamento de Cristo. A vida deve ser vivida em harmonia, sintonia com o que aprendemos de Cristo. O que aprendemos? Destacamos obediência incondicional a Deus, compromisso com a missão que recebera, humildade, serviço e amor.

Adotar as Escrituras como paradigma de vida! Cada vez mais, em decorrência de nossa era pós-moderna, relativizamos a Palavra de Deus. Somos uma geração que não conhece as Escrituras. Temos, portanto, um cristianismo superficial, raso. É necessário que resgatemos as Escrituras Sagradas para o nosso convívio e não sermos controlados pelos valores deste mundo que jaz no maligno.

Ter alegria do Espírito Santo! Uma vida agradável é aquela que é espiritual. A alegria não é divertimento, entretenimento, ausência de problemas ou conflitos. Alegria é fruto do Espírito. Dependência do Espírito e não da carne, da sabedoria humana, do mundo. Somente assim não nos apressaremos em nos tornar mestres deste mundo cheio de filosofia e vazios de Deus.
O mundo precisa de referência! Você, amado irmão, pode ser esta referência ao imitar a Jesus, adotar as Escrituras como paradigma de vida e ter a alegria do Espírito. Viva assim!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

GRATIDÃO: UMA VIRTUDE A SER APRENDIDA

As palavras que usamos refletem aquilo que está no coração. E do coração "procede a fonte da vida", portanto devemos vigiar nossa conversação para que transmita graça e edificação e não fique prejudicada pelas reclamações, murmurações, críticas tão comuns em nossos dias. A gratidão deve ser o tom de nossas palavras.

A gratidão é uma virtude a ser aprendida, especialmente quando observamos a Palavra de Deus, em Filipenses 4. 10-20, encontramos o apóstolo Paulo dando-nos dicas fundamentais para sermos agradecidos, em primeiro lugar o contentamento é necessário em todas as circunstâncias de nossa vida: "aprendi a viver contente em toda e qualquer situação" Fp 4.11. Indicando uma independência das circunstâncias exteriores, e frequentemente o estado de alguém que se sustenta sem o auxílio de outras pessoas. Mostra uma auto-suficiência interior.

Mas, essa auto-suficiência interior, não pode anular a dependência de Deus, vejamos "Tudo posso naquele que me fortalece" Fp. 4.13. Aqui você encontra o segredo de um coração firmado! É a confiança no amoroso cuidado de Deus, que capacita, infunde força, poder, coragem. Mesmo que todas as coisas sejam abaladas Deus, que está no controle, nos fortalece.

Sendo assim, a resposta mais plausível é a atitude de adoração, quando fazemos mesmo as coisas mais simples para a glória de Deus (I Co 10. 31), vivendo para em tudo agradar ao Senhor, porque "Dele, por meio dele e para ele são todas as coisas" Rm 11.36.

Aprenda a ser grato e contamine as pessoas com palavras repletas de suavidade, paz e alegria, fazendo diferença neste mundo conturbado.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

MARCAS DA PIEDADE


Vivemos os últimos dias!

A falta de amor, o pecado como norma da vida, que está centralizada no aqui e agora, pessoas cheias de si mesmo é visto e até propagado como o tipo de vida ideal no presente momento. E o apóstolo Paulo a Timóteo nos fala de uma marca ainda mais forte: "tendo aparência de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes." 2 Tm 3.5

Essa falsa piedade pode muito bem ser chamada de pieguice. É só aparência, só uma casca, nada real ou profunda. Falsidade e infidelidade ao Senhor. Mas, o que marca a piedade verdadeira? Observe a seguir:

Piedade significa ser pio, e ser pio é quando demonstramos sempre uma consciência da presença de Deus. Este sempre foi também o ponto de partida para o avivamento bem como a vida natural da Igreja Primitiva, onde em "cada alma havia temor" At 2.43. Isto molda nossas ações e sentimentos sabendo conscientemente que estamos na presença de Deus, mudando o modo como encaramos o lazer, o entretenimento, o trabalho, a vida familiar, pois cria um senso de dever para com Deus nosso Senhor.

Não é uma obrigatoriedade ou medo servil, mas uma alegre disposição de fazer a vontade de Deus e viver na sua comunhão.

Piedade é devoção. Devoção a Deus através do fervor e constância na adoração. Pergunte para si como encara a Palavra de Deus? O que significa orar sem cessar? Buscar o reino de Deus? Como responder a estas perguntas determinará o significado da piedade.


Piedade é fidelidade e santidade. Lealdade aos laços espirituais estabelecidos com Deus. Gratidão decorre disso. Lembre-se das palavras de Deus: "Os meus olhos procurarão os fiéis da terra, para que habitem comigo;..." Sl 101. 6. Você tem estas marcas?