sexta-feira, 20 de maio de 2011

COMUNHÃO: VERDADEIRA NATUREZA DA IGREJA!


Atos 2.42-47


 

No livro de Atos narra-se a experiência de vida da Igreja como sendo de comunhão (Koinonia) e, encontramos o registro histórico e de crescimento da Igreja Primitiva. Vê-se que a comunhão estava relacionada ao crescimento da Palavra de Deus e do testemunho. A vida comunitária da Igreja era vida de perseverança na comunhão.
A comunhão origina-se no crer: "todos os que creram". Significa que só estão juntos, só tem real comunhão os que creram. O apóstolo estava aqui falando da necessidade de crer e de se arrepender (At 2. 14-41). Assim sendo, não há comunhão fora de Cristo. Devemos estar agradecidos e reconhecer que fomos agraciados pelo bom Deus pois a Igreja é um lugar de vida e de relacionamentos.
A comunhão é a unidade dentro da comunidade. Os que creram foram unidos em Cristo. Não vivemos para nós mesmos, nem se auto-afirmando ou da justiça própria. Vivemos por causa da justificação em Cristo, quem fez uma família, um corpo (Ef 2. 18-20). A humanidade encontra-se dilacerada pelo pecado e marcada pela discórdia. Jesus, no entanto, é a nossa paz (Ef 2.14). Percebe-se uma notável capacidade de combinar a individualidade com a comunidade, a liberdade das partes com a unidade do todo sendo um caminho aceitável para resolver problemas éticos.
A comunhão promove serviço espiritual. Estamos juntos para poder servir-nos uns aos outros. Ser suporte um do outro (Cl 3.13), claro que não é no sentido de agüentar, e, sim, o de dar respaldo, ser uma base de sustentação. Daí vemos que na Igreja Primitiva tudo que os membros possuíam era para benefício da sociedade: "Vendiam as suas propriedades e bens...partiam pão de casa em casa, tomavam as suas refeições".
Os dias são confusos! A igreja é confundida com um clube de entretenimento, uma expressão social ou até mesmo política. Porém, a visão das Escrituras Sagradas aponta para aquilo que muito bem afirmou João Calvino, nas Institutas, que a natureza da Igreja é a comunhão dos santos. É a comunhão dos eleitos! Estamos unidos na fé e não na experiência, por isso, podemos servir com sinceridade uns aos outros e viver unidos em Cristo, e impactando o mundo com este modo revolucionário de vida.

sábado, 25 de setembro de 2010

TER OU NÃO TER COMPROMISSO, EIS A QUESTÃO!

Os dias que vivemos podem ser caracterizados por instabilidade e superficialidade. Uma situação lamentável! Especialmente se considerarmos que a igreja também experimenta esta mesma realidade. Pessoas sem interesse pelas coisas espirituais que tem levado a uma vida sem compromisso. O que fazer para mudar o quadro? Como não permitir que todos sejam corrompidos pelo desânimo? Estes e outras tem sido nossos questionamentos.

Semelhantemente a realidade de hoje se encontrava a nação de Israel, o povo de Deus, que estava sob a liderança de Josué. A postura adotada foi do diálogo carregado de emoção, veja Josué 23: 1-6 e 24. 1-28. Nestes episódios vemos dois discursos onde desafia os líderes de Israel a lembrarem-se das grandes coisas que eles tinham visto Deus fazer. Josué conta mais uma vez a história de Israel, dos tempos de Abraão até aqueles dias, e exorta o povo a se comprometer totalmente com o Senhor, acrescentado seu testemunho pessoal (Js 24: 15). Olhemos mais de perto suas palavras.

Temer a Deus é a primeira ênfase. O temor do Senhor que é o princípio da sabedoria! O temor do Senhor que não é a mesma coisa que ter medo de Deus, mas, sim ter uma admiração e respeito para com o Senhor, pois quem teme ao Senhor não precisa ter medo da morte, do diabo ou do homem. Quem teme a Deus encontrou a fonte da vida.

Renovar a aliança é a segunda ênfase. Há aqui uma solicitação para que escolham a quem vão servir. Mas, Josué diz: "eu e minha casa serviremos ao Senhor". Temos que viver sempre tende em mente a razão da nossa vida, os motivos que nos encorajam. Renovar a aliança é necessário! Essa aliança confirmava as outras alianças que o povo havia feito no Monte Sinai (Ex 24) e em Moabe (Dt 29-31), porque dá ao povo a oportunidade de proclamar publicamente sua união com o Senhor.

Inclinar o coração a Deus é a terceira ênfase. Este é o ponto máximo do discurso de Josué pois aqui ele passa a falar emocionado, ele usa o coração, porque não podemos adorar a Deus se não o amarmos acima de todas as coisas. Agostinho diz: "Uma pessoa é definida não por aquilo que ela faz, mas por aquilo que ela ama". A questão apresentada não é funcional e sim relacional. É preciso ter intimidade com Deus.

Ter ou não ter compromisso, eis a questão!


 

Rev. Márcio de Souza Lima.


 

sábado, 18 de setembro de 2010

LIVRANDO-NOS DO PESO


 

Há um ditado popular que diz: "Ninguém trataria de escalar o monte Everest com um caminhão carregado de madeira". Isto é, precisamos nos livrar do peso excedente, se quisermos realizar algo ou uma missão sem atropelos ou tropeços.

A vida espiritual, também, segue este princípio. Experimentamos coisas que podem perfeitamente ser boas em si mesmas, mas que estorvam o cristão na carreira cristã. São pesos, que devem ser deixados de lado, tais como: hábitos, prazeres, televisão, moda, cinema, esportes, lazer, novela, etc.

Estas coisas, se colocadas em primeiro plano, se vivemos em função delas, deixamos de ser como Cristo quer, pois diremos: não temos tempo para ler a Bíblia ou orar. Estaremos sempre cansados para ir a igreja.

Meus irmãos, a solução é simples e dupla. Primeiro: Só removeremos o peso supérfluo, mediante treinamento rigoroso, o que exige disciplina. Discipline-se a olhar firmemente para Jesus. Em seguida, livrando-nos do peso, mediante escolhas. Escolha sua prioridade, tal como aquele que escolheu "tesouro escondido" e a "pérola de grande valor" (Mateus 13. 44-46). Pondo de lado tudo que impeça de se aproximar de Deus.

Irmão livre-se do peso, tendo uma vida disciplinada e escolhendo a melhor parte, pois só assim estará olhando firmemente para Jesus.

Rev. Márcio de Souza Lima.

sábado, 11 de setembro de 2010

A BUSCA DA PAZ!

Os acontecimentos de 11 de setembro de 2001 motivaram no mundo inteiro a sensação de perigo e falta de segurança e por isso se multiplica até hoje campanhas pela paz. O ataque terrorista aos Estados Unidos despertou medo e muitos chegaram a entender que o fim do mundo tinha chegado. Esta expectativa gerou o envolvimento de muitos procurando demover os líderes mundiais a não retaliar, que lembra perfeitamente aquela frase: "Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé." Êxodo 21. 24.

Devemos, sim, lutar pela paz, não porque estamos com medo do fim do mundo, mas, porque a paz vem de Deus. E esta paz excede todo entendimento e guarda mente e coração (Fp 4.7). Porque as Escrituras nos dizem que se depender de nós temo que ter paz com todos os homens (Rm 12.18). Isso nos sugere que precisamos nos esforçar para alcançar e manter a paz.

O mundo está em busca da paz porque se vê ameaçado. Esta é uma oportunidade para, como servos do Deus altíssimo, levar a mensagem do evangelho, pois o evangelho é o evangelho da paz (Ef 6.15). Portanto, significa que a paz é uma dádiva de Deus, não uma conquista dos homens.

Apressemo-nos em anunciar que o mundo obterá a paz, tão desejada, quando se curvar aos pés de Jesus, num relacionamento pessoal. Jesus é o príncipe da paz! (Is 9,6). O relacionamento pessoal com Jesus, dará a Jesus a possibilidade de nos justificar perante Deus e o fruto da justificação é a paz (Rm 5.1). O que o mundo precisa é de Deus, e não de campanhas pela paz. O mundo precisa de pessoas que preguem com ousadia que Jesus é o príncipe da paz, pessoas comprometidas com Jesus e que necessariamente são pacificadoras, veja o que a Bíblia diz: "Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus." (Mt 5.9),

A paz do Senhor reine em cada coração.


 

Rev. Márcio de Souza Lima.


 

sábado, 4 de setembro de 2010

LUTANDO JUNTOS PELA FÉ EVANGÉLICA

Filipenses 1.27

Todos nós temos expectativas de melhoria, de mudança, de transformação. Isto é muito salutar, pois não devemos nos acomodar, mas, devemos procurar progredir principalmente na vida cristã. Para crescermos e alcançarmos estas perspectivas é necessário uma atitude radical como estarmos LUTANDO JUNTOS PELA FÉ EVANGÉLICA, assim nos recomenda o apóstolo Paulo em Filipenses 1.27.

O contexto destas palavras não era o melhor, havia perseguição, o próprio apóstolo estava preso, provavelmente em Roma, quando escreve esta carta tão pessoal, carregada de alegria e gratidão. Estava surgindo vários movimentos tentando desestabilizar a doutrina, a Palavra de Deus. E, só havia uma possibilidade de sucesso, o povo de Deus deveria descobrir o significado de estar lutando juntos pela fé evangélica.

A primeira recomendação é viver de modo digno do evangelho, ou seja, viver com uma conduta coerente e em harmonia com os ensinos do evangelho, quer seja oportuno ou não. A nossa lealdade deve ser em primeiro plano ao Senhor. Somos cidadãos do reino dos céus e nossa vida deve espelhar os valores do reino de Deus.

A segunda recomendação é proclamar com ousadia o nome de Cristo. A igreja não deve estar intimidada, mas deve exercer a pressão sobre o mundo na proclamação do evangelho, ou seja, o único caminho para a edificação e crescimento é a evangelização.

A terceira recomendação é para sermos fortalecidos pela graça de Deus. Certamente, muitas dificuldades estão por vir, no entanto, devemos olhá-las como uma graça de Deus, e isto, nos encoraja e fortalece para lutarmos não contra alguma coisa, mas pelo Senhor marchar. Juntos redescobrindo a bênção da comunhão, o valor da fé e o conteúdo do evangelho.

Deus nos abençoe em tudo!


 

Rev. Márcio de Souza Lima.

sábado, 28 de agosto de 2010

QUALIDADES DA VIDA PESSOAL


O entendimento das Escrituras nos leva a perceber que receber a Cristo, apenas como Salvador e não como Senhor, é um completo disparate. Bem como, a idéia de que existe um cristão de 2ª categoria, um "crente carnal" também não encontra respaldo bíblico. Estas são desculpas bem elaboradas para justificar um cristianismo superficial, fraco. É preciso entender que o cristão verdadeiro tem um compromisso exarado nas palavras: "Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.." (2 Pe 3.18). Há um evidente crescimento em santidade e maturidade. Portanto, a vida pessoal do cristão tem que ter um mínimo de qualidades. Estas qualidades são pelo menos: integridade, piedade e testemunho.

Integridade: Uma Vida Sem Comprometimento. Uma vida sem transigências, ou seja, uma vida sem comprometimento. Não abrimos mão dos princípios espirituais e eternos, não cedemos a qualquer tentação. Não temos um coração dividido. Essa é uma vida de poder! Esse poder nos leva à negação de nós mesmos. Coerência da prática de vida com o discurso da Palavra.

Piedade: O Exercício Da Fé Piedade vem do termo latino pietas e expressa uma variedade de significados: Ser pio, isto significa demonstrar sempre uma consciência da presença de Deus; Devoção a Deus expressa por nossas ações pessoais, comunais, familiares, e na adoração na igreja; Piedade também, inclui um senso de dever para com Deus. Quer dizer procuramos a vontade de Deus e oramos fervorosamente para que possamos viver esta vontade; Piedade é também expressa pela fidelidade aos laços espirituais que Deus tem implantado na vida, sempre sendo marcada pela gratidão.

Testemunho: O Reflexo De Nosso Caráter. Testemunhar é uma palavra muito presente nas Escrituras. Os seus correlatos: testemunho, testificar, propagar e testemunha, apontam para o uso da palavra com o objetivo de convencer, bem como a exposição de nossa vida e atos.


 

Rev. Márcio de Souza Lima.

sábado, 21 de agosto de 2010

TESTEMUNHO PESSOAL

Para ilustrar este ponto lembremos as Escrituras que nos dizem: "Volta para casa e conta aos teus tudo o que Deus fez por ti. Então foi ele anunciando por toda a cidade todas as coisas que Jesus lhe tinha feito" (Lucas 8.39). O testemunho tem que ter os seguintes pontos:


 

  1. Deve começar a partir das Escrituras, veja a palavra de Jesus: "Examinais as Escrituras porque julgai ter nelas a vida eterna, e são elas que testificam de mim"João 5.39.
  2. Deve ser acerca de Cristo, veja as Escrituras que nos dizem que o Consolador virá para dar testemunho de Jesus (João 15.26,27).
  3. Deve mencionar sua vida antes de Cristo.
  4. Deve contar como e quando você veio a conhecer a Cristo (seja específico).
  5. Deve falar da vida depois que você recebeu a Cristo (as mudanças que Ele fez, e o que Ele significa para você agora.


     


Veja o exemplo do apóstolo Paulo em Atos 22.3-21, note claramente os aspectos de sua vida antes de Cristo (v, 3-5); quando veio a conhecer a Cristo (v. 6-11) e sua vida depois que recebeu a Cristo (v. 12-21).

Rev. Márcio de Souza Lima.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A TAREFA DE EVANGELIZAÇÃO




        A tarefa evangelizadora da Igreja exige de nós tanto uma integridade e credibilidade realmente dignas do evangelho, quanto uma atitude concreta que nos leve a ir além dos limites e fronteiras que nós mesmos vamos estabelecendo ao longo do caminho. Devemos encarar a evangelização mundial como sendo a tarefa de todos nós que fomos alcançados pela graça de Jesus Cristo. Cada cristão é, de fato, um evangelista vivendo e proclamando o evangelho em todas as dimensões de sua vida. Homens santos alcançarão o mundo.
      Isto nos leva a entender que na tarefa da evangelização o primeiro passo é ter uma vida com Deus, consagrada, de piedade, cheia do Espírito Santo. O segundo passo é a mensagem, o evangelho tem um conteúdo do qual não podemos abrir mão, sendo necessário conhecer muito bem as Escrituras pois o evangelho está ali encerrado. Um terceiro passo seria usar métodos adequados.
    Os métodos de evangelização são formas pelas quais apresentamos a Cristo com o propósito de persuadir as pessoas a aceita-lo como Salvador e a servi-lo como Senhor. Pregação, ensino e testemunho são os três métodos básicos de evangelização que o Senhor recomendou para uso de seus seguidores. Na pregação, proclamamos (anunciamos publicamente) o evangelho e fazemos um apelo às pessoas para que abandonem seus pecados e aceitem o Salvador. No ensino, explicamos as verdades do evangelho e ajudamos as pessoas a aplicá-las em sua vida. No testemunho, dizemos-lhe o que Cristo fez por nós.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

EVANGELISMO




     O evangelismo é extremamente urgente tanto quanto imprescindível a uma correta interpretação da vida cristã, pois a primeira tarefa, do objetivo de glorificar a Deus, é a evangelização. Vemos isto ao lermos as Escrituras Sagradas, onde temos uma ordem, um mandato como: "Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século."Mateus 28. 18-20. Comparado com a evangelização tudo mais na Igreja é como arrumar os móveis quando tem incêndio na casa
     Quando nos voltamos para o texto de Mateus 28.18-20, encontramos algo muito interessante, pois a palavra provavelmente mais usada quanto à evangelização é o "ide" do verso 19. No entanto esta não é a melhor tradução para este verbo, pois no original grego está no modo chamado "particípio", que descreve uma ação contínua e não necessariamente uma ordem. A tradução literal deste verbo seria "tendo ido" ou mesmo "indo". Assim a frase deveria ser lida: "portanto, indo por todo o mundo, fazei discípulos de todas as nações". O único verbo no imperativo é o "fazei (discípulos)". E, na verdade, este é o verbo mais importante da seção inteira.

       Em que isto implica? Implica dizer que Jesus tomava como certa a "ida" dos discípulos por todo o mundo. De tal forma, a vida dos discípulos havia sido influenciada pelo evangelho que eles certamente não guardariam a maravilhosa mensagem apenas para si mesmos. Era certo que eles sairiam pregando a Palavra em todos os lugares por onde passassem. Na verdade, é assim que as coisas deveriam funcionar. Em outras palavras estamos tentando estabelecer que evangelizar não é uma ordem ou um comissionamento, mas um estilo de vida. O modo de vida do cristão deveria ser transmitir algo da graça de Deus, que ele recebe diariamente, aos que o rodeiam. Portanto, viver o cristianismo deve ser igual a evangelizar, ou testemunhar, ou pregar as boas novas de salvação.

OLHANDO FIRMEMENTE PARA JESUS



                                                Hebreus 12. 1-3
       Nenhum conhecimento chega até nós sem que primeiro tenha passado por um de nossos sentidos. Se tomarmos por exemplo, a visão, estabeleceremos que um olhar pode e deve ser didático, dinâmico, comprometedor. Assim devemos "olhar firmemente para Jesus".
         Olhando firmemente para Jesus aprendemos muito sobre a essência do cristianismo do que significa ser cristão autêntico e verdadeiro, pois descobrimos que é necessário: livrar-se do peso, desembaraçar-nos do pecado, correr com perseverança a carreira que nos está proposta e considerar atentamente a pessoa de Jesus.
      Quando olhamos para Jesus vemos o único modelo de comportamento, atitude e compromisso cabíveis ao cristão. Vemos seu amor, sua humildade, sua dedicação, sua vontade de obedecer ao Pai. Vemos que estamos longe do ideal de relacionamento com Deus.
         Não tire os olhos de Jesus se estiver rodeado de problemas, porque se o fizer, você só verá o perigo, perderá o ponto de apoio, ficará sozinho no meio de suas dificuldades, e começará a afundar. Este é um exercício de sobrevivência espiritual.
          Queridos, irmãos, exorto-vos a fixar os olhos em Jesus, não desviar sua atenção, não olhar em duas direções ao mesmo tempo. Agindo assim poderemos conhecer aquilo que Deus quer que nos tornemos, sua vontade sobre nossas vidas, por isso convido os irmãos a estarem "olhando firmemente para Jesus".

sábado, 31 de julho de 2010

MISSÕES – UMA TAREFA URGENTE










"... ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura." Marcos 16.15
   Fazer missão é levar a palavra de Deus. É evangelizar! Missão é evangelizar com qualidade, é proclamar com certeza de que fomos chamados e enviados por Cristo para pregar o arrependimento, a fé, o amor e a esperança.
   O texto da grande comissão em Mateus 28. 18-20, nos leva a compreender que a palavra missão significa ser enviado, isto é, ser enviado por Cristo para fazer discípulos de todas as nações. Nós podemos definir missão como aquele trabalho de Deus em Cristo por meio do qual, através do ministério oficial da pregação da Palavra, ele junta a igreja entre os povos, como escolhidos dEle, como pessoas resgatadas, em Cristo, de todas as nações do mundo.
     Existem vários motivos para estar envolvido com missões:
      1- É ordem de Jesus, se "o campo é o mundo" e nós somos "luz do mundo", qualquer visão menor que o mundo estará fora da visão de Deus;
      2- Não ouviram se não há quem pregue" Rm 10.14;
      3- A volta de Cristo, em Mateus 24.14, ensina-nos que o "fim" não virá até que o evangelho do reino seja pregado por todo o mundo "em testemunho a todas as nações";
      4- O amor de Deus para com todos os povos: "Porque Deus amou o mundo..." Jô 3.16;
      5- O principal motivo, porém, é a glória de Deus. Este é o maior e mais importante motivo pra entregarmos nossos filhos à obra mundial; para financiarmos a ação missionária transcultural; para intercedermos, empreendermos esforços, lutarmos com todo o nosso ser para que as nações ouçam de Jesus: A glória é de Deus! 
    Estamos no mês de agosto. A Igreja Presbiteriana do Brasil estabeleceu este como o mês das missões, pois o primeiro missionário presbiteriano no Brasil chegou em 12 de agosto. Vamos refletir sobre nossa ação missionária! E, mais uma vez, nos posicionarmos como igreja missionária.

sábado, 17 de julho de 2010

A UNIDADE DA FÉ

Efésios 4. 1-6

A Igreja evangélica de um modo geral tem enfrentado graves problemas de relacionamento, demonstrando não praticar o ideal da comunhão uns com os outros em decorrência de sua fé (At 2.44).

O apóstolo Paulo, preso em Roma, nos apresenta o tipo de vida que deve ser vivido aqui na terra. E, começa, afirmando:"...andeis de modo digno..." Dignidade e não menos deve ser a característica do cristão. Uma dignidade que significa equilíbrio entre a teoria e a prática, ou seja, entre o crer e o viver. Se crermos em Jesus, que se sacrificou para nos comprar e nos tornar um corpo, derrubando a "parede de inimizade" (Ef 2.14), devemos viver como uma só família, unida pelos laços do sangue de Jesus.

Uma série de virtudes são recomendadas, a fim de fortalecer o congraçamento, a unidade que deve ser o apanágio do cristianismo: humildade, longanimidade, tolerância, amor e esforço. Humildade que joga fora o orgulho e isto leva inevitavelmente à mansidão: uma pessoa que não se apressa a reivindicar seus direitos.

O exercício da longanimidade e tolerância encoraja-nos a suportar uns aos outros em amor. O amor é a característica essencial, pois está na base do fruto do Espírito Santo (Gl 5. 22-23), que nos ajuda a promover os laços da paz.

Meus irmãos, expressar a unidade da fé é viver como um só corpo, com um só espírito, com uma só esperança, com um só Senhor, uma só fé, um só batismo e apenas um Pai.

Vivamos assim!

Que o Senhor nos abênçõe grandemente!

sábado, 10 de julho de 2010

LIVRES, MAS PARA ASSUMIR UM COMPROMISSO


Romanos 6.22

L
iberdade sempre implica em responsabilidade. Precisamos nos livrar de todo peso, através de uma vida disciplinada com as escolhas certas. Daí, imediatamente, somos levados a assumir uma postura, uma identidade, sem dúvida alguma, um compromisso.

John White nos diz: "O compromisso está ligado à busca da própria pessoa de Deus. É ser impelido por uma força insistente; passar a ser o que se pretendia que fôssemos, o que realmente somos, e a fazer o que se pretendia que fizéssemos." Estamos falando de um relacionamento pessoal, intransferível e imprescindível com Deus, onde ansiamos encontrá-lo, amá-lo, agir de conformidade com o caráter e o padrão que Ele mesmo estabeleceu para nós.

Todo relacionamento é dinâmico, persuasivo e assim também deve ser o compromisso. De tempos em tempos precisamos renovar o compromisso. Por isso, fazer uma decisão nova de seguir plenamente até a morte, se necessário, a Jesus Cristo, renovar os votos de consagração é imperativo.

Queridos irmãos, vivemos dias marcados pela impessoalidade e superficialidade nas relações e isso tem invadido nosso cristianismo. É fundamental declarar que queremos ser íntimos de Deus. "A intimidade do Senhor é para aqueles que o temem" (Sl 25.14).

Liberte-se dos hábitos maus adquiridos, da preguiça, indolência, sonolência e assuma um compromisso. Seja o que Deus quer que você seja. Uma pessoa plenamente submetida ao Senhor.

Que Deus nos abênçõe

sábado, 3 de julho de 2010

O APEGO A ESTA VIDA PRESENTE


Hebreus 12.1

Viver! A arte de viver! Sem dúvida alguma queremos ter uma vida digna, plena, abundante e eterna. Para isto, é necessário que tenhamos os olhos postos firmemente em Jesus. Uma maneira de desviar os olhos é ter apego a esta vida presente.

A vida presente, neste mundo, é caracterizada pelo: antropocentrismo, entretenimento e materialismo imediatista. Nos apegar, isto é, criar vínculos de sentimento ou por o coração nesta realidade é permitir que nos acomodemos e não sejamos libertos de todo peso que nos impede de olhar firmemente para Jesus.

As conseqüências funestas disto podem ser percebidas num coração que está cheio daquilo que não agrada a Deus, porque queremos agradar o homem e não o Senhor Deus. Vivemos para nós e por nós. Daí, meus irmãos, desenvolveremos uma relação superficial com Deus, pois não queremos responsabilidade, queremos divertimentos para ficar livres de preocupação e compromisso.

Mas, uma coisa mais precisa ser dita, é que quando nos apegamos a esta vida presente vivemos sem a expectativa e esperança de uma vida melhor, uma vida eterna. Vivemos para o aqui e agora. No entanto, não deveria ser assim nossa vivência. Deveríamos viver levando em consideração a vida no céu.

Queridos, não nos apeguemos a esta vida presente, pois isto fará você sair do caminho e também perder a oportunidade de experimentar uma vida incomparavelmente melhor.

Que Deus nos abênçõe!

sábado, 26 de junho de 2010

O PASSADO PRESENTE.

"... Considerai o vosso passado." Ageu 1.5.


Sempre existem coisas na vida ou no coração que ficam para trás. Talvez o desgosto, a tribulação, uma pessoa que o ofendeu. Fazemos tudo para esquecermos o passado, dizemos que devemos olhar sempre para frente.


Mas, lemos no livro do profeta Ageu 1:5 "Assim diz o Senhor dos Exércitos: considerai o vosso passado.". Esta frase é dita quando os israelitas, que voltaram do cativeiro, estavam para reconstruir o templo. Só que ao invés de dar prioridade a Deus pensaram em si mesmos.


O profeta Ageu nos diz para dispor o coração. A palavra considerar tem esta conotação. Portanto, estamos falando da autocrítica, ou seja, olhar para dentro de nós mesmos levando em consideração o passado.


Uma de nossas características é não ter memória, como se quiséssemos não ter história, circunstâncias ou um projeto de vida.


Meus amados, nós temos uma história e um projeto de vida centralizado no propósito de Deus, que conduz a história da nossa existência. Basta olhar o passado e perceber que Deus sempre esteve no controle e quando tentamos fugir ao controle de Deus padecemos, sofremos e somos infelizes.


Ageu pediu ao povo para dispor o coração, ao lembrar que o Senhor é o Deus vivo e verdadeiro. Também, hoje, precisamos olhar o passado e perceber as mãos poderosas do Senhor guiando nossas vidas. O passado precisa estar presente para termos a perspectiva correta da bênção do Senhor em nossas vidas.


Dê a Deus o supremo lugar na sua vida!

sábado, 19 de junho de 2010

CONHECER A DEUS, A GLÓRIA DO HOMEM.

Jeremias 9. 23-24.


Qual a essência do cristianismo?Essa é uma pergunta respondida de várias maneiras no decorrer da história. Os fariseus, por exemplo, acharam que tudo dependia da observância de leis, regras, costumes. Outro grupo, já afirma a necessidade de boas obras de caridade, esmolas, etc.

No entanto, o texto que o profeta Jeremias registrou aponta para outra direção. Falamos do grande privilégio de conhecer a Deus. Não é muito difícil constatar, pois as Escrituras estão cheias dessas assertivas. Jeremias diz que a glória do homem deve ser conhecer a Deus. Oséias exorta: "Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor." (Os 6.3). Isaías faz uma decepcionante observação: "... mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende." (Is1. 3). O próprio Jesus nos deixa perplexos ao definir a vida eterna, dizendo: "E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a quem enviaste." (Jo 17.3).


Como pode-se observar no teor das palavras proféticas que este reconhecimento não pode simplesmente ser teórico. Não é saber que Deus existe, pois até os demônios sabem, mas tremem (Tg 2.19). A questão em pauta é mais profunda, diz respeito a realidades só percebidas e desenvolvidas num relacionamento pessoal.


Conhecer a Deus é conhecer a sua pessoa, o seu amor, a sua misericórdia, a sua divindade. É ter um relacionamento que deve ser caracterizado pela intimidade (Sl 25.14). É viver na sua presença. É tê-lo no coração. É andar com Ele, juntinho d'Ele em todos os momentos e circunstâncias.


Meus irmãos, o homem natural se gaba de muitas coisas, como: talentos, status, dinheiro, nome, etc. Mas, você, é convidado a se gabar, ou seja, a se gloriar em conhecer a Deus, o Deus vivo e verdadeiro, Senhor dos senhores, Rei dos reis, nosso salvador. Pois Deus fará maravilhas no meio de vós, a sua bênção nos acompanha, a paz transborda o nosso ser, faz nossa vida ser vida plena, abundante e eterna. Conheça ao Senhor esta é a glória do homem.


Que Deus nos abênçõe!

sábado, 12 de junho de 2010

O CRISTÃO E O MEIO AMBIENTE


O dia 5 de junho é celebrado como o dia de preservação do meio ambiente! Nesse período, e quase, que exclusivamente, vemos esforços para conscientizar as pessoas da urgente necessidade da preservação. De avaliar os recursos naturais em detrimento do progresso tecnológico-econômico.

Contudo, acredito que esta luta deveria ser constante! E, mais, o cristão, servo do Deus altíssimo deveria ter um posicionamento mais propenso a cuidar da obra da criação, pois deveria no mínimo ter em mente: "Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém" Salmo 24.1, "Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos"Salmo 19.1, "Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom"Gênesis 1.31. Tudo isso nos leva a perguntar: o que nós servos de Deus podemos fazer nesta luta para a preservação do meio ambiente?

O arrependimento deve ser nossa primeira atitude, pois falhamos em compreender o que a Bíblia realmente ensina sobre a natureza e sobre nossa responsabilidade em relação a ela. Não há desculpa!

A segunda atitude deve ser então corrigir os erros do nosso falho entendimento e agir de modo coerente. Devemos conhecer o que se pode conhecer da vontade de Deus sobre a natureza e agir baseados nesse conhecimento.


Um bom ponto de partida é reafirmar o conceito da Criação como revelado nas Escrituras Sagradas, veja: "O Senhor fez a terra pelo seu poder; estabeleceu o mundo por sua sabedoria e com a sua Inteligência estendeu os céus" Jeremias 10.12. O mundo a nossa volta é resultado da atividade direta e indireta de Deus, embora ele possa ser modificado pelos homens. Lembre-se Deus é o criador e sustentador do nosso mundo, agradeça e o adore. E, Deus tem concedido aos seres humanos o privilégio e a responsabilidade de administrá-lo cuidadosamente. Obedeça ao Senhor Deus.

sábado, 5 de junho de 2010

VIVER DE MODO DIGNO DO EVANGELHO

Fp 1.27


Sem sombra de dúvida a despeito das circunstâncias, sempre dizemos que queremos ter uma vida digna. Isso se reflete nas atitudes que tomamos deixando claro todo esforço e desprendimento nas ações que visam o melhor. O apóstolo Paulo traz uma recomendação preciosa nesta direção: viver de modo digno do evangelho.

Deve-se buscar qualidade de vida, isto fica evidente quando consideramos que somos cidadãos do Reino de Deus, que temos o evangelho como norma de conduta, como princípio de vida, ou seja, é preciso conduzir nossa vida em harmonia com as responsabilidades que este evangelho impõe e com as bênçãos que ele traz.

Uma conduta ilibada, marcada pela devoção à Palavra de Deus refletida na integridade e veracidade de nossa fé, ou seja, não apenas falamos que Cristo reina em nosso coração, mas, de fato, e de verdade o Senhor Jesus dirige nossos pensamentos, e molda nosso caráter. O que não pode ser algo excepcional, contudo de forma habitual e contínua caracterizamos nosso comportamento, pois representamos o Reino de Deus, neste reino terrestre.

Os resultados são visíveis e tremendamente perceptíveis, do envolvimento com o evangelho. São eles: a aprovação de Deus (nossa motivação primária) nos levando a experimentar a beleza e a intensidade da bondade do Senhor; uma consciência clara de quem nós somos e do que queremos, ou seja, a vida passa a ter sentido, nos livrando do vazio quando poderemos alcançar realização interior; um testemunho eloqüente conseguindo assim influenciar esta geração, não com palavras, mas, sobretudo com vida. Por isso, vivamos de modo digno do evangelho.

sábado, 29 de maio de 2010

DISPOSIÇÃO PARA O SERVIÇO


A vida cristã é cheia de desafios, é uma vida dinâmica! No entanto, muitos não estão entusiasmados nem mesmo decepcionados, pois temos vivido sem nenhuma expectativa ou perspectiva, deixamos acontecer ou como se diz: "deixa como está para ver como é que fica". Falta alguma coisa!


Esta atitude é comparada com a Igreja de Laodicéia, que não era nem quente, nem fria, era morna. Deus nos diz que estava a ponto de vomitá-los. A orientação dada foi para serem zelosos e se arrependerem (Ap 3). Percebemos entre outras coisas que faltava disposição para o serviço, pois a recomendação era para serem zelosos.


Esta disposição não faltou à turma que unida a Neemias reedificavam a cidade de Jerusalém, não faltava ânimo, nem motivação. Assim reedificaram "porque o povo tinha ânimo para trabalhar" Ne 4.6. A vida cristã necessita de pessoas com tal disposição, que não são frios ou mornos. Para que isso possa acontecer precisamos tomar algumas atitudes.


Devemos estar em sintonia com o Senhor, ou seja, termos um senso de dependência. Isto faltou a Igreja de Laodicéia achavam-se abastados e que não precisavam de ninguém. Dependem de Deus nossa salvação, nossa família, nosso trabalho, nossa vida, etc. Deus efetua em nós o querer como o realizar (Fp 2.13). Entregue-se ao Senhor, que Deus dirija sua vida. Não permita o desânimo entrar para que suas ações sejam mornas ou desmotivadas, fazendo a sua vida ser sem entusiasmo. Experimente uma vida dinâmica na presença do Senhor.


Que Deus nos abênçõe!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

“EU, PORÉM”.



"Eu, porém, olharei para o Senhor e esperarei no Deus da minha salvação..." Miquéias 7.7.

     Os dias do profeta Miquéias eram caracterizados pelo paganismo, imoralidade, corrupção e maldade nacional. Há uma frase que descreve bem o momento: "Pereceu da terra o homem piedoso, e não há entre os homens um que seja reto..." (Mq 7.2a).
        No entanto, Miquéias, se diferencia ao afirmar: "Eu, porém....". Estava consciente de que Deus exige uma postura e comportamento que nos distinga da sociedade mundaneizada. Assume a postura que deve caracterizar todos os que crêem em Jesus Cristo, vemos, portanto, consciência, disposição, definição de vida e de propósito.
     Nós, também, vivemos dias marcados pela efervescência religiosa, frouxidão das exigências éticas, morais e espirituais. E, apesar, disso devemos ser este: "Eu, porém...". Precisamos ser o remanescente fiel que olha firmemente para o Senhor. Miquéias apresenta um contraste entre "pereceu o piedoso" e "olharei para o Senhor", isso significa que nós devemos ter uma vida de piedade, oração, leitura da Bíblia, comunhão com os irmãos, contrição, arrependimento, compromisso com o Senhor.
      Quando Miquéias estabelece que é um homem diferente, ele se coloca na total dependência do Senhor, intercede pelo povo(v. 8-20) e crê nas infinitas possibilidades que o Deus incomparável pode promover a partir dessa dedicação.
        Querido irmão, você também pode ser este "eu, porém". Consciente de sua participação, dedicando-se ao Senhor através da confissão de inteira suficiência em Deus. Exorto-vos a: "Eu, porém, olharei para o Senhor, esperarei no Deus da minha salvação..." (Mq 7.7).

Que Deus nos abênçõe!